quarta-feira, 23 de julho de 2014


Preciso de falar, de falar de voltar a falar, de falar para não estar calada, de falar a sério, de jogar conversa fora, de dizer asneiras, mas de falar. 
Em momentos de tristeza, falo falo falo, chateio toda a gente, ligo a toda a gente, falo, grito, choro e volto a gritar e falar, mas falar faz-me bem, dá-me paz e serenidade.
 Nas alegrias, nos momentos felizes a mesma coisa, falo falo, ligo a contar o como estou feliz, levanto a voz de tanta alegria, atropelo tudo e todos para poder mostrar a minha felicidade e falo  falo e volto a falar.
Eu sou assim, o meu coração está na boca, conto tudo e isso já se sabe também tem coisas más, são ditas coisas que podem  ser mal interpretadas, que magoam que não gostam ou que simplesmente não deveriam ser ditas. 
Mas sou assim, lamento, sou diferente, sinto necessidade de falar e quando me tento controlar, quando me calo, quando não falo, porque simplesmente nem sempre estão para me aturar ou porque não é o momento, sou extremamente infeliz, não sou eu, estou a lutar contra mim, choro por dentro e muitas vezes não é só por dentro, muitas vezes mesmo, só porque a sensatez me aconselha ao silêncio.
 Mas para quem fala e volta a falar e opina e volta a opinar, doí e pior do que isso, não sou eu, não estou a ser genuína....

5 comentários:

Timtim Tim disse...

Eu também sou uma verdadeira matraca. E gosto.

L. das horas disse...

Eu sou assim também. Gosto de partilhar, para o bem e para o mal! Não guardo para mim, para remoer.
Fala se te faz feliz!!

A Pimenta* disse...

Cada um é como é e ninguém tem nada a ver com isso. Há pessoas mais reservadas e pessoas que necessitam de partilhar. E há que saber respeitar isso.

Fashionista disse...

eu sou o contrário, falo pouco!

Fashion Faux Pas disse...

Já fui muito faladora, tanto. Hoje em dia dou por mim a falar porque sei que é o que esperam de mim, mas quando falo só digo é m... porque já não consigo partilhar com a maioria das pessoas o que quer que seja, desde crenças a opiniões pessoais, desde dores a alegrias, prefiro guardar tudo para mim e sentir eu, sem ter de "aturar" o julgamento alheio, eheh.
http://bloglairdutemps.blogspot.pt/